6 dicas essenciais para aplicar a acessibilidade em eventos

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10 de maio de 2018

6 dicas essenciais para aplicar a acessibilidade em eventos

Uma das principais preocupações na produção de eventos na atualidade é com a questão da acessibilidade. Esse conceito refere-se ao oferecimento, não apenas do acesso, mas também do trânsito, do uso completo de produtos e serviços e a inclusão de toda e qualquer pessoa, independente da sua condição, dando a possibilidade da adaptação e locomoção. A principal ideia da acessibilidade é a quebra das barreiras.

De forma mais resumida, a acessibilidade em eventos é fazer com que qualquer pessoa, independente de suas condições físicas, consiga ter acesso, se locomover e desfrutar do evento sem enfrentar dificuldades.

No Brasil são mais de 45 milhões de pessoas que enfrentam deficiências, de acordo com o IBGE. Um número tão grande como este não pode passar batido, e muito menos ter a participação excluída em qualquer tipo de evento que seja apenas por ter dificuldades em se locomover, por exemplo.

É pensando na inclusão social que muitas organizações se movimentam, leis são criadas e elaboradas e até mesmo guias específicos para que as empresas possam planejar seus eventos de maneira acessível a todos são criados.

Existem leis a respeito?

O Decreto-lei 5296 de 2 de dezembro de 2004 é a Lei de Acessibilidade e traz todos os quesitos ligados à promoção da acessibilidade. Desde construções arquitetônicas e urbanísticas, transporte coletivo e outros itens, considerando aplicar multas e sanções a que não cumprir a lei.

Também temos a Lei nº 7.853/89 e o Decreto nº 3.298/99 que são mais específicos na questão das pessoas portadoras de deficiência. Essas regulamentações buscam criar as principais normas no que diz respeito à acessibilidade para deficientes.

Como tornar seu evento acessível a todos?

Para garantir a acessibilidade em eventos é possível seguir algumas orientações que facilitarão tanto na tomada de decisões, como a melhorar o nível da organização. Abaixo separamos 7 fundamentais dicas. Confira!

  • Planejar é essencial: se você não estabelecer em seu planejamento que o evento é capaz de receber todas as pessoas, inclusive aquelas que têm dificuldades de locomoção e/ou deficiências físicas, não será possível fazer isso depois. Por isso, conheça as nomenclaturas, inclua no orçamento inicial os custos com acessibilidade e, claro, tenha cuidado ao escolher o local onde será realizado o evento.
  • Locais reservados: uma das determinações da lei de acessibilidade é que em eventos sejam reservados locais para pessoas que possuem deficiência e/ou mobilidade reduzida. Isso é essencial para que todos possam aproveitar sem qualquer tipo de prejuízo. Existe uma tabela que estipula uma média – eventos com até 100 assentos precisam de ao menos 3 espaços para cadeira de rodas, 1 para pessoas com mobilidade reduzida e 1 para pessoas obesas. Já eventos com acima de 1000 precisam ter 15 espaços mais 0,1% do que a exceder 1000 para pessoas em cadeira de rodas; 10 assentos mais 0,1% d oque exceder 1000, tanto para quem tem mobilidade reduzida, quanto para quem é obeso. Nesse mesmo quesito, vagas de estacionamento exclusivas devem ser ofertadas. Orientações jurídicas determinam que não seja solicitada a identificação, contando com a autodeclaração das próprias pessoas.
  • Não dificulte a comunicação: outro item fundamental para a acessibilidade em eventos é a comunicação. Disponha de placas para sinalizar onde são os banheiros, onde são as áreas reservadas, onde encontrar tais coisas – tudo isso é essencial. Lembre-se de disponibilizar, também a programação do evento em braile, já que deficientes visuais podem frequentar o local. Ter orientadores é outra boa dica.
  • Banheiros: uma grande dificuldade de quem possui deficiência dentro de eventos é com a ida e o uso dos banheiros. Muitas vezes não existem os banheiros específicos para deficientes, o que prejudica a acessibilidade. Disponibilize banheiros adaptados em seu evento, deixe-os bem identificados e sempre tenha profissionais à disposição para ajudar.
  • Comidas: também é preciso facilitar o acesso à comida das pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida. Muitas vezes são criadas filas gigantescas, o que é péssimo para alguém que, por exemplo, tem problemas nas pernas. Tenha também uma área reservada ou então crie, junto com os terceirizados que venderão os alimentos, políticas que ajudem essas pessoas a consumir sem dificuldades.
  • Emergência: digamos que o seu evento acabou tendo um problema com incêndio. É preciso, nos planos de emergência, já incluir as pessoas deficientes. Faça testes, verifique junto com especialistas na área, o importante é englobar a todas as pessoas.

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